Fracturas de metacarpianos


Os metacarpianos são ossos tubulares e longos que se situam Entre o punho e a primeira falange dos dedos. São, naturalmente em nº de 5.
Têm classificação semelhante à das falanges, mas não seguem exatamente os mesmos critérios de tratamento, pois estão sujeitos a grandes forças deformantes conferidas pelos músculos intrínsecos da mão.
– Fracturas sem desvio ou desvio mínimo são tratadas com imobilização com tala gessada, com controlo radiográfico aos 7 e 15 dias.
– Fracturas com desvio são sempre instáveis devido à ação dos músculos intrínsecos.
Podemos dividir em 2 grupos:
a) fracturas do colo, situadas logo asseguir à cabeça (que articula com a 1ª falange), são melhor tratadas com um método específico de fixação endo-medular (por dentro do osso) com fios k (arames rígidos) introduzidos através da base do metacarpiano e com ajuda de radioscopia.
Evitamos desta forma a cirurgia aberta na zona da articulação metacarpo-falangica, mais susceptivelmente de causar rigidez.
Geralmente colocamos uma tala de gesso durante 2-3 semanas, após o qual permitimos mobilização activa e passiva.
Os fios k retiram-se por volta das 6 semanas.

b) fracturas na zona mediana dos metacarpianos são melhor tratadas com placa e parafusos, pois nesta zona a complicação com rigidez é infrequente; por outro lado, o controlo rotacional é mais eficaz por cirurgia aberta, sendo permitida mobilização precoce cuidadosa dos dedos, após um período de 3 a 5 dias.
O doente vai aumentando a amplitude articular. No entanto, pesos ou esforços só são permitidos após a consolidação da fractura.

Estas fracturas tem geralmente tempo de consolidação superior à das falanges e a não união é uma complicação também mais frequente que nas fracturas das falanges. A não união dos metacarpianos são tratadas com osteossintese rígida ( placa e parafusos e enxerto ósseo).
Outra complicação frequente é a consolidação viciosa (que poderá ser angular ou rotacional). O tratamento consiste numa osteotomia (corte do osso), correção da deformidade, osteossíntese rígida com placa e parafusos e, geralmente complementado com enxerto ósseo.

É obrigatório seguir os protocolos de reabilitação apôs imobilização/cirurgia para recuperação das mobilidades articulares.

Os métodos aqui descritos são aqueles que utilizo, mas não invalida a utilização de outros métodos ou critérios.