Quistos Sinoviais


Tratam-se das tumefações mais frequentes da mão e punho
Na sua origem está a acumulação de líquido dentro de uma bolsa que se vai distendendo; o líquido torna-se espesso, tipo geleia, transparente.
Podem aparecer de forma mais ou menos rápida, ou pelo contrário, de uma forma insidiosa com dor, notando-se uma pequena saliência na região dorsal do punho durante o movimento de flexão (dobrar) do punho.
O local mais frequente é precisamente a região dorsal e central do punho. Podem ter dimensões variáveis, desde pequeno nódulo apenas visível e palpável com a posição de dobrar o punho, até dimensões consideráveis de 4 cm ou mais.
O segundo local de maior frequência é a zona palmar  radial do punho ( por cima do osso do radio, na extremidade distal do antebraço. Este Quisto é de menores dimensões que o anterior e pode ter relação com a articulação radio-carpica ( Entre o rádio e os ossos do carpo) ou com o tendão flexor radial do carpo. Têm menor dimensão que o anterior e são menos frequentemente dolorosos.
O  3° local mais frequente é a zona palmar na zona da articulação entre o metacarpiano e a base da 1ª falange. Por regra são pequenos e indolores, causado dor durante o ato de apertar um objecto duro.
Podem aparecer em muitos outros locais: região dorsal das pequenas articulações interfalangicas, ou região dorsal da base do polegar (geralmente associados a desgaste das respectivas articulações; podem mesmo desenvolver-se dentro dos ossos do carpo.
Podem estar associados a esforços, sobrecarga ou microtraumatisoms de repetição, mas geralmente não existe causa aparente.
Nalguns doentes, em fases iniciais, podem alternar períodos de crescimento com períodos de regressão; noutros, apresentam crescimento progressivo. Nalguns casos podem atingir 4 cm de diâmetro
A dor é mais frequente nas fases de crescimento rápido ou nos quistos pequenos sob tensão.
Não são lesões tumorais e portanto não há qualquer perigo de se tornarem malignos.
Os quistos pequenos não carecem de tratamento, excepto para tratamento da dor.
Nos quistos maiores podemos tentar punção com agulha para esvaziar o quisto e infiltração com corticoide. Este tratamento é  muitas vezes ineficaz, acabando o quisto por recidivar ao fim de um período relativamente curto.
As lesões maiores ou os quistos dolorosos são candidatas a cirurgia.
A cirurgia deve ser efectuada sob anestesia lodo-regional ou geral e uso de garrote pneumático. A exerese deve incluir todo o quisto, o seu pedículo e mesmo uma pequena porção da capsula articular.
Quando identificável deveremos incluir exerese do tecido mucoide responsável pela produção anormal do líquido.
O pos-operatório é simples, com um penso pequeno, permitindo-se mobilidade de imediato.
Os pontos são retirados ao fim de 2 semanas, mas por vezes uso uma sutura intra-dérmica, com fio reabsorvivel, não sendo necessário a remoção do fio de sutura.
Nos quistos do dorso do punho, pode resultar uma rigidez ligeira a moderada do punho por um período de algumas semanas, que recupera sem grandes dificuldades, não necessitando geralmente de fisioterapia.
Seguindo uma técnica rigorosa, a recidiva é muito rara.